Como abrir ou montar uma distribuidora de medicamentos

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Como abrir ou montar uma distribuidora de medicamentos de sucesso, sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Distribuidora de medicamentos

FICHA TÉCNICA
Setor: Terciário
Ramo de Atividade: Comércio
Principais Produtos e Serviços: Medicamentos em geral.

HISTÓRICO. Houve época que, na pessoa do sacerdote estavam embutidos o médico, o farmacêutico e o psicólogo, dentre outros. Era o início das Ciências da Saúde.

MERCADO. Depois do Plano Real, com a estabilidade da moeda, muita gente que antes consumia menos medicamentos, passou a cuidar um pouco mais da saúde. Segundo a Abifarma, pelo menos 20 % da população da faixa E passou a consumir mais medicamentos. Stress, hábitos alimentares incorretos, poluição, doenças do trabalho, são problemas que levam cada vez mais gente às farmácias em busca de medicamentos e asssociam-se à abertura da economia brasileira, trazendo como conseqüência um apelo aos produtos importados, fortalecendo um mercado que cresce a ritmo acelerado no Brasil: o das vitaminas e suplementos alimentares. Segundo a Abifarma, existe um enorme potencial de crescimento para produtos farmacêuticos, considerando que o mercado consumidor real no Brasil é de apenas 30 milhões para uma população de 150 milhões, isso porque só entra nesse mercado consumidor quem ganha mais de quatro salários mínimos. E este mercado ainda não está saturado. Ao contrário, há muito a ser explorado e para isso a elaboração de um plano de negócios é fundamental. Investir no setor farmacêutico é, antes de tudo, aceitar o desafio de um mercado altamente competitivo, num ramo de atividade que exige aprimoramento técnico constante e planejamento detalhado.

LOCALIZAÇÃO. Este é um item de grande importância. Não é necessário um local com muito movimento (normalmente mais caros), o ideal é que esteja acessível ao seu público alvo(que inclusive barateará os custos com transporte).

ESTRUTURA. A estrutura básica deverá contar com um galpão (onde será o depósito) com algumas salas para os outros departamentos da empresa. Estes departamentos serão, basicamente, a administração, o telemarketing, vendas e a garagem.

EQUIPAMENTOS. Os básicos são:
– Balcões;
– Pratileiras;
– Computadores;
– Móveis;
– Veículos, etc….

MÃO DE OBRA. A mão de obra básica deve constituída de (a):
– Equipe Administrativa. Será a responsável pela administração geral do empreendimento;
– Equipe de compras. Será a responsável pelas compras dos medicamentos, terá de lidar com os laboratórios;
– Equipe de RH. Será a responsável por lidar e capacitar os funcionários;
– Telemarketing. A equipe de telemarketing é um dos pontos-chave da empresa, praticamente todas as distribuidoras de medicamentos possuem uma forte equipe neste setor, e ele é responsável por uma grande porcentagem das vendas;
– Equipe de vendas. O setor de vendas cuidará do “combate corpo a corpo”, ou seja, será a equipe que sairá a campo, visitando os clientes a procura de pedidos;
– Equipe de entrega. É o setor básico destas empresas, já que a entrega de medicamentos, de preferência, deve ser feita com grande rapidez.
É válido lembrar que o número de funcionários irá variar de acordo com a estrutura do empreendimento.

CLIENTES. Será a capacidade de investimento que determinará o tamanho do empreendimento e, conseqüentemente, o seu público-alvo.
– Pequeno Porte. É aquela distribuidora de medicamentos que terá basicamente como público-alvo as farmácias, drogarias e postos de saúde da região em que estiver instalada;
– Médio e Grande Porte. No caso de uma distribuidora de médio a grande porte sua área de atuação pode estender-se a hospitais e grandes centros médicos.

A QUEM OFERECER SEUS PRODUTOS. Só efetue suas vendas a clientes que possuam o alvará atualizado expedido pela Secretaria de Vigilância Sanitária.

ARMAZENAGEM. Alguns dos medicamentos necessitam de condições especiais: óleos, supositórios, antitóxicos, vacinas e extratos glandulares devem ser guardados em lugar fresco ou às vezes em geladeiras. Mas basicamente o galpão deve ser bem arejado para que a temperatura não oscile muito conforme as condições climáticas. Caso se comercialize medicamentos controlados, como é o caso dos psicotrópicos, estes devem ficar em uma área fechada e guardada sob chave, destinada apenas para a armazenagem destes.

PROPAGANDA. Outro fator importante é o marketing, já que ele é feito por este tipo de empresa utilizando basicamente peças de exposição nos estabelecimentos dos clientes (o vendedor costuma levar pôsteres, calendários e outros tipos de peças promocionais às farmácias e drogarias, divulgando assim o nome da empresa).

Legislação Específica

Por se tratar de uma prestação de serviço torna-se necessário alguns procedimentos tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Inscrição na prefeitura;
– Alvará da Vigilância Sanitária;
– Responsável Técnico Habilitado;
– Registro no Ministério da Saúde.

Algumas leis que o futuro empreendedor deve ter o conhecimento:
– LEI Nº 6.360/76. Dispõe sobre a vigilância sanitária a que ficam sujeitos os medicamentos, as drogas, os insumos farmacêuticos e correlatos, e outros produtos, e dá outras providências.
– LEI Nº 9.787/99. Altera a Lei nº 6.360, de 23 de setembro de 1976, que dispõe sobre a vigilância sanitária, estabelece o medicamento genérico, dispõe sobre a utilização de nomes genéricos em produtos farmacêuticos e dá outras providências.
– LEI Nº 9.120/95 – Altera dispositivos da Lei nº 3.820, de 11 de novembro de 1960, que dispõe sobre a criação do Conselho Federal e dos Conselhos Regionais de Farmácia, e da outras providências.
– LEI 9.782/99 – Cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, orgão fiscalizador.

Registro Especial

Autorização
Ato privativo do órgão competente do Ministério da Saúde, incumbido da vigilância sanitária dos produtos de que trata o Decreto n.º 79.094/77, contendo permissão para que as empresas exerçam as atividades sob regime de vigilância sanitária, instituido pela Lei n.º 6.360/76.
Obtenção da Autorização de Funcionamento
Para o Funcionamento das Empresas que pretendem exercer atividades de extrair, produzir, fabricar, transformar, sintetizar, embalar, reembalar, importar, exportar, armazenar, expedir, distribuir, constantes da Lei n.º 6360/76, Decreto n.º 79.094/77 eLei n.º 9.782/99, Decreto n.º 3.029/99, correlacionadas à Medicamentos, Drogas e Insumos Farmacêuticos é necessário a Autorização do órgão de Vigilância Sanitária competente do Ministério da Saúde – Agência Nacional de Vigilância Sanitária/ Diretoria Adjunta de Medicamentos e Produtos.
Requisitos para Obtenção da Autorização de Funcionamento:
– Indicação da atividade industrial respectiva;
– Apresentação do ato constitutivo, do que constem expressamente as atividades a serem exercidas e o representante legal da mesma;
– Indicação dos endereços da sede dos estabelecimentos destinados a industrialização, dos depósitos, dos distribuidores e dos representantes;
– Natureza e espécie dos produtos;
– Comprovação da capacidade técnica e operacional;
– Indicação do responsável ou responsáveis técnicos, de suas respectivas categorias profissionais e dos números das inscrições nas respectivas autarquias profissionais a que se filiem;
– A Autorização habilitará a Empresa a funcionar em todo o território nacional e necessitará ser renovada quando ocorrer Alteração ou Mudança de Atividade compreendida no âmbito do Decreto n.º 79.094/77 ou mudança do Sócio, Diretor ou Gerente que tenha a seu cargo a representação legal da empresa;
– As empresas somente poderão iniciar suas atividades após a publicação da Autorização de Funcionamento em Diário Oficial da União.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária expedirá documento de Autorização às empresas habilitadas na forma do Decreto n.º 79.094/77, para o exercício de atividades enumeradas no artigo 1º do referido regulamento.
Autorização Especial
Licença concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, órgão competente do Ministério da Saúde, às empresas, instituições e órgãos, para o exercício de atividades de extração, produção, transformação, fabricação, fracionamento, manipulação, embalagem, distribuição, transporte, reembalagem, importação e exportação das substâncias constantes das listas das Portarias SVS/MS nºs 344/98 e 344/99 (Aprova o Regulamento Técnico sobre substancias e medicamentos sujeitos a controle especial), e suas atualizações, bem como medicamentos que as contenham.
– Requisitos para obtenção da Autorização Especial
– Empresas e instituições que pretendem exercer atividades correlacionadas à substâncias constantes das listas da Portaria SVS/MS n.º 344/98, e suas atualizações, bem como medicamentos que as contenham.
– Que detenham a Autorização de Funcionamento junto à ANVS/MS, quando for o caso.
– Empresas que devem solicitar Autorização Especial
– Indústrias Farmacêuticas, Veterinárias e Farmoquímicas;
– Farmácias Públicas, Privadas, inclusive veterinária;
– Importadoras/Distribuidoras que comercializam substâncias e/ou medicamentos controlados;
– Empresas que desenvolvem atividades de plantio, cultivo e colheita de plantas das quais possam ser extraídas substâncias objeto do Regulamento Técnico (Portaria n.º 344/98 e Portaria n.º 6/99);
– Estabelecimentos de Ensino e Pesquisa.
As empresas somente poderão iniciar suas atividades após a publicação da Autorização Especial em Diário Oficial da União.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária enviará Certificado de Autorização Especial ao estabelecimento requerente.
Cada estabelecimento que desenvolver atividades com produtos sob controle especial deve possuir a Autorização Especial.
As Autoridades Sanitárias Estaduais, Municipais ou do Distrito Federal, têm um prazo máximo de 60 (sessenta) dias para análise da documentação e Inspeção para verificação e comprovação da capacidade técnica, legal e/ou operacional.
Decorridos os prazos e atendidas todas as exigências e formalidades legais, os documentos do processo devem ser encaminhados pelas Autoridades Sanitárias locais à Agência Nacional de Vigilância Sanitária/MS.
O Relatório Técnico elaborado pela Autoridade local após Inspeção é o documento que subsidiará o Ministério da Saúde para concessão ou não das atividades requeridas
O Relatório Técnico deve ser fundamentado e conclusivo no que se refere a capacidade técnica, operacional e ao cumprimento das Boas Práticas de Fabricação, Manipulação, Distribuição e Transporte.

Para maiores informações consultar o site da ANVISA.

Anexos

Entidades
Abrafarma – Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias
R. Frei Caneca, 371, Bela Vista – São Paulo – (SP)
01307-001
Tel. (11) 255 6868

ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária
SEPN, 515, Bl-b, Ed-Omega – Brasília – (BR)
70770-502
Tel: (61) 448 1326 / 1327 / 1303 / 1321

ABCFarma – Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico
Rua Santa Isabel, 160 – 5º andar – Vila Buarque – São Paulo – (SP)
01221-010
Tel. (11) 223 8677

Fornecedores
Medicamentos
Allergan Frumtost
Av. Guarulhos, 3180 – Guarulhos – (SP)
07030-000
Tel. (11) 6421 5022 / 6421 7196

Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Rod. Pres.Dutra, Km 222,2 – Porto da Igreja – Guarulhos – (SP)
07034-904
Tel. (11) 6461 6000

Eurofarma Laboratório Ltda
Rua Barão do Triunfo, 1440 – Campo Belo – São Paulo – (SP)
04602-005
Tel. (11) 5090 8556

Knoll do Brasil
Estrada dos Bandeirantes, 2400 – Jacarepaguá – Rio de Janeiro – (RJ)
22710-104
Tel. 0800-909009

Bayer do Brasil S.A.
R.Domingos Jorge, 1100 – Vila Socorro – São Paulo – (SP)
04779-900
Tel. (11) 5694 5166

Bionatus Laboratório Botânico Ltda
Rua Centenário, 1268 – São José do Rio Preto – (SP)
15084140
Tel. (17) 232 3146

Bristol-Myers Squibb Brasil S/A
R.Carlos Gomes, 924 – Santo Amaro – São Paulo – (SP)
04743-050
Tel. (11) 5522 8111 / 822 2501

Endereços na Internet:

Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias.

http://www.abrafarma.com.br

Associação brasileira das Indústria farmacêutica.

http://www.abifarma.com.br/

Agência de Vigilância Sanitária.

http://www.anvisa.gov.br/

Site da ABCFarma.

http://www.abcfarma.org.br/abcfarma.html

Referências:
SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

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