Ideias de Negócios

Como fazer adesivos – Montar fábrica de adesivos plásticos

 

 

 

By  | 11/12/2017

Saiba como montar uma fábrica de adesivos plásticos lucrativa gastando pouco e sem cometer erros, ganhe muito dinheiro fazendo adesivos plásticos, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

 

Fábrica de adesivos plásticos

 

Ficha Técnica
Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria
Tipo do Negócio: Fabricação de Adesivo

 

Aplicação dos adesivos plásticos

 

Os adesivos são produtos que possuem diversas aplicações, tais como:
– Identificação de produtos e embalagens (vidro, metal, plástico, etc.);
– Caracterização de brindes;
– Identificação de correspondência;
– Sinalização;
– Código de barras;
– Adesivos promocionais, etc.

 

Mercado – Fábrica de adesivos plásticos

 

Com a globalização, o mercado tornou-se bastante competitivo, fazendo com que o setor reavaliasse seus procedimentos, a saída encontrada foi a adoção de novas tecnologias de produção, a busca de matérias-primas, a aquisição de melhores equipamentos e insumos.

 

Estrutura – Fábrica de adesivos plásticos

 

A estrutura básica deve contar com galpão, máquinas e equipamentos.

 

Equipamentos para fabricação de adesivos plásticos

 

Os equipamentos básicos são:
– Facas magnéticas, planas e rotativas;
– Curadoras UV;
– Flexográficas;
– Móveis e materias de escritório (computadores, fax, telefone), etc.

 

Investimento e pessoal – Fábrica de adesivos plásticos

 

Irão variar de acordo com a estrutura do empreendimento.

 

Detalhamento técnico do adesivo plástico

 

Pode-se aplicar os adesivos em qualquer superfície, rígidas ou flexíveis, desde que não sejam muito porosas. O que facilita muito na hora de comercializar e divulgar qualquer produto.

 

Características dos adesivos plásticos

 

Os adesivos apresentam algumas características próprias, tais como:
Durabilidade: O tempo de duração de um adesivo depende de vários tópicos como ambiente de colocação (interno ou externo), local (quente, frio, úmido), tipo de material (papel, vinil, etc.) e o processo de fabricação;
Aparência: A estética do adesivo pode depender do processo de impressão utilizado. Para cada situação existe um processo mais conveniente;
Local de utilização: É muito importante saber as condições físicas e químicas e de limpeza nas quais o adesivo terá de ser aplicado, onde ele vai ficar quando em uso e durante a armazenagem, antes da aplicação;
Processo de produção: É muito importante que se conheça os vários processos de produção de adesivos, suas principais vantagens e suas limitações. É necessário saber quais tecnologias disponíveis suas vantagens e restrições, e escolher qual melhor se encaixa no padrão de produção pré-estabelecido.

 

Alguns tipos de adesivos plásticos

Etiqueta auto-adesiva: É pedaço de papel ou película que recebeu uma fina camada de adesivo sensível à pressão por contato. Antes de ser aplicada, ela é formada basicamente por 3 elementos:
– O frontal (parte visível e impressa);
– O adesivo (sensível à pressão por contato);
– O papel protetor (liner).
O frontal é o material que pode ser impresso e que, após a aplicação, ficará visível. A escolha do material do frontal (papel, vinil, laminados, etc.) é determinante para a obtenção dos resultados desejados e para a previsão do custo de produção.
Adesivo: É a substância responsável pela aderência do frontal à superfície de aplicação da etiqueta. Como há uma grande variedade de tipos de frontais e de superfícies, forma desenvolvidos vários tipos de adesivos, adequados a cada situação. Não existe um adesivo universal, que funcione em qualquer condição, para unir quaisquer tipos de superfícies.
Existem basicamente 2 tipos de adesivos:
Acrílicos: os adesivos acrílicos, de modo genérico, são indicados para aplicação em: vidros, superfícies metálicas, tecidos, madeira, couro, papelão corrugado, cerâmica.
Hot-melt: os adesivos a base de borracha, de modo genérico, são indicados para aplicação em: papéis, plásticos, papelão, poliolefinas em geral, sacos de material trançados, superfícies de borracha.

 

Fluxo geral de fabricação de adesivos

 

Os adesivos passam pelo seguinte processo de fabricação:
Criação: A criação é uma etapa fundamental no processo de confecção do adesivo. Dela dependem todas as outras etapas.
Para idealizar um adesivo que seja eficaz, do ponto de vista utilitário (chamativo, informativo, estético agradável, etc.) é muito importante levar em consideração: se você já tem uma ideia de como será o conteúdo do adesivo, é mais fácil, e então mãos à obra, mas se não possui ideia alguma a criação é o passo mais importante, pois nela serão colocadas em ação as atividades de design, imaginação, criatividade, praticidade e funcionalidade do adesivo.
Nenhum detalhe pode ser esquecido, a fim de evitar gastos desnecessários de tempo e de dinheiro. Detalhes estes: Finalidade, qualidade, quantidade, cores/papel, custos, processo de impressão, forma e conteúdo.
Para idealizar um adesivo, pode-se utilizar uma equipe própria de profissionais capacitados, ou utilizar serviços de terceiros, o que possui vantagens e desvantagens.
Outra questão importante é de receber a ajuda e idéias do próprio cliente pois somente ele terá a idéia e o foco que o adesivo deverá possuir.
Lay-Out e arte final: O primeiro resultado visível no processo de criação é a produção de um esboço do produto, ou seja, um rascunho do desenho.
Quando um esboço recebe maiores detalhes e já possui as características finais do produto, então é chamado de lay-out. Depois de definido o lay-out, então segue para os detalhamentos finais e à elaboração de um protótipo da imagem desejada. O protótipo sendo aprovado recebe o nome de arte final.
– Fotolitos: É uma folha A4 de transparência “leitosa”, usado para fazer “telas” para silk-screen e também podem ser usados na gravação de outros brindes, usando processos as vezes bem diferentes de silk-screen.
Como por exemplo a transparência, onde é feita a separação de cores de um desenho, ou seja, se o desenho tem 3 cores temos 3 transparências (azul, verde e vermelho por exemplo). Dependendo do processo escolhido para a impressão, a criação termina na arte final. Há, entretanto, processos de impressão que exigem a elaboração de fotolitos, também chamados de filmes.
Impressão: A impressão é uma das etapas mais delicadas da produção gráfica. Como nem sempre o pessoal da criação (agência) mantém comunicação estreita e direta com o pessoal da impressão (gráfica), é muito importante que, na hora da impressão todas as informações sobre como ela deve ser feita estejam bem claras e precisas, como: processo de impressão, cores e tons, tipos de papel, tipo de acabamento.
Essas informações são passadas através de anotações no próprio material que a gráfica recebe e em materiais auxiliares, provas (amostras) essas provas são chamadas de:
Prova de Prelo, quando o fotolito é feito por processo convencional (manual) ou;
Cromalim ou Match Print, quando o fotolito é feito por computador.
É importante saber que a prova de prelo e a eletrônica são impressas com papéis e tintas que nem sempre serão as mesmas usadas na impressão pela gráfica.
Muitas vezes, o tipo de papel, o tipo de tinta, o processo de impressão e secagem, o acabamento e outros diversos fatores podem fazer com que as cores das cópias impressas pela gráfica sejam ligeiramente diferentes das cores impressas na prova.
Atualmente existe no mercado uma grande variedade de papéis e filmes (películas especiais) apropriados para a impressão e uso nas mais variadas aplicações. Basicamente, pode-se dividir os materiais para impressão em 5 grupos distintos:
– Papel branco fosco;
– Papel couchê (brilhante);
– Papel térmico;
– Laminados metálicos;
– PVC (vinil branco e transparente).
Para cada resultado desejado, para cada aplicação, para cada processo de impressão, é mais indicado um ou outro tipo de material.
O processo de impressão mais utilizado para produzir adesivos é o off-set, que devido a alta qualidade e ao baixo custo que oferece, principalmente para grandes quantidades de cópias (tiragem).
A impressão em off-set é feita em folhas planas de papel ou filmes especiais (PVC-vinil), este processo permite o uso de várias cores, retículas uniformes ou variáveis, de modo que as cópias obtidas podem ser de alta qualidade. Figuras simples ou fotográficas, letras sofisticadas e em diversos tamanhos podem ser impressas com grande precisão.
Acabamento: É o processo que sucede a impressão. Nele o material impresso toma sua forma e aspecto finais, ficando pronto para o uso. O acabamento consiste basicamente na aplicação de cobertura de verniz ou plastificação, na secagem e no refile ou aplicação de faca de corte e vinco.
Vernizes e outras coberturas: Pode-se cobrir a superfície impressa com vernizes especiais ou películas plásticas que aumentam o brilho, a resistência e a durabilidade do material. Os vernizes podem ser aplicados pelas próprias máquinas impressoras. A plastificação necessita de máquinas especiais.
Secagem: Pode ser feita por simples ventilação ou por cura rápida sob luz ultra-violeta que clareia as cores originais. Quando se utiliza vinil, é conveniente que a secagem da tinta seja feita por um equipamento especial que expõem o material à luz UV, este processo é praticamente instantâneo, porém, apresenta uma desvantagem em relação ao natural: as cores são discretamente clareadas.
Cortes e vincos: Quando o material impresso é plano e seu formato final deve ser um retângulo, após a impressão, é feito o “refile” (corte) segundo as marcas de corte. As marcas de corte fazem parte das informações fornecidas ao pessoal da impressão junto com as provas e definem a largura e altura que o material deve ter. Quando o material impresso for dobrado, pode-se vincar a linha de dobra, para facilitar essa tarefa. Se o formato final não for um retângulo, mas uma outra curva qualquer, é necessário usar uma faca especial com o formato de corte que se deseja.

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Algumas observações importantes:
Processo de separação de cores de uma foto. Este processo se chama POLICROMIA, existem 4 cores básicas: Cyan, Yellow, Magenta e Preto, juntando essas 4 cores pode-se fazer qualquer outra cor, inclusive uma foto.
O Corel Draw faz essa separação facilmente na hora de imprimir, porém a impressora laser não foi feita para isso, portanto se quiser transparências de policromias (fotos) se tem que primeiro levar uma transparência com um trabalho de policromia para ele ver e constatar qual o grau de qualidade.
As tonalidades e cores são conseguidas com alguns truques ópticos, que enganam as nossas vistas mas causam a sensação desejada ao nosso cérebro. Nem todos os processos de impressão permitem a execução desses truques, apenas os processos mais precisos e sofisticados são capazes de reproduzir, com qualidade aceitável, diversas cores e tonalidades.
Através da variação do tamanho e da densidade dos pontos da retícula, uma infinidade de tons podem ser obtidos. Quanto maior a densidade da retícula (quanto mais pontos ela tiver) maior a precisão na reprodução da tonalidade desejada. Quanto maior ou menor o tamanho dos pontos ou menos saturada (plena, completa, cheia) será a tonalidade obtida.
A composição de cores podem ser reproduzidas combinando-se apenas quatro cores básicas e usam-se retículas adequadas de cada uma. Essas cores básicas formam o sistema CMYK (Cryan (azul claro), Magenta (cor de rosa), Yellow (amarelo), blacK (preto)), por sua simplicidade de utilização e por seus resultados bastante satisfatórios, o sistema CMYK é um dos mais utilizados pela indústria gráfica.
A seleção de cores consiste na combinação de cores e retículas necessárias para reproduzir uma imagem colorida é obtida através de sua decomposição, feita por métodos convencionais (fotográficos) ou por meio de equipamentos computadorizados (scanners).
A qualidade da seleção será influenciada pelas retículas , ou seja, quanto maior a resolução das retículas usadas, mais próxima da original será a imagem reproduzida. Essa proximidade pode (e deve) ser tão grande a ponto de um olho humano, desprovido de equipamentos ópticos especiais, não conseguir distinguir entre a imagem original e uma cópia reproduzida.
As cores especiais pode-se obter quase todas as cores através do processo de seleção e composição de cores CMYK. Mas não é possível reproduzir com perfeição algumas cores, chamadas de especiais, tais como as “cores metálicas”- dourado, prateado, etc.

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– e as “cores fosforescentes” – amarelo/verde limão, rosa choque, azul turquesa, etc. As fosforescência não caracteriza propriamente uma cor, no sentido comum da palavra. Na verdade, é o efeito provocado por tintas que emitem mais luz do que recebem. As cores metálicas e perolizadas são outros efeitos luminosos produzidos por tintas que refletem a luz de uma forma peculiar. Quando há necessidade de reprodução de uma cor especial com qualidade, é necessária a utilização da tinta específica da cor desejada, ou, em casos extremos, de papéis e processos de impressão especiais (laminados, hot stamp, etc).
Para facilitar a escolha de uma cor no processo de criação e garantir a fidelidade a essa escolha em todas as outras etapas da produção, existem as escalas de cores. As mais usadas são a Pantone e a Europa. Nessas escalas, normalmente fornecidas pelos fabricantes de tintas, milhares de tons de cores estão impressos e numerados. Ao se escolher uma determinada cor, escolhe-se pelo número e, em todas as etapas, até a impressão, a tinta utilizada será a dessa mesma cor.

 

Alguns lembretes importantes:
– A produção dependerá basicamente de equipamentos e técnicas gráficas, o que necessita que o empreendedor faça cursos para aprender a trabalhar com as máquinas e assim produzir um produto com qualidade o que agradará muito os seus futuros clientes;
– Os fornecedores de matéria prima devem ser localizados próximos.

 

Legislação Específica

Torna-se necessário tomar algumas providências, para a abertura do empreendimento, tais como:
– Registro na Junta Comercial;
– Registro na Secretária da Receita Federal;
– Registro na Secretária da Fazenda;
– Registro na Prefeitura do Município;
– Registro no INSS;(Somente quando não tem o CNPJ – Pessoa autônoma – Receita Federal)
– Registro no Sindicato Patronal;

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O novo empresário deve procurar a prefeitura da cidade onde pretende montar seu empreendimento para obter informações quanto às instalações físicas da empresa (com relação a localização),e também o Alvará de Funcionamento.
Além disso, deve consultar o PROCON para adequar seus produtos às especificações do Código de Defesa do Consumidor (LEI Nº 8.078 DE 11.09.1990).
Com relação a normalização técnica das embalagens deve-se consultar a ABNT.

 

Entidades
ABIEA – Associação Brasileira das Indústrias de Etiquetas Adesivas
Rua Maestro Cardim, 377 – Conjunto 93 – Bela Vista – São Paulo – (SP)
01323-030
Tel. (11) 288 0508 / 3284 7247

ABTG – Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica
Rua Bresser, 2315 – Mooca – São Paulo – (SP)
03162-030
Tel. (11) 6693 9535

ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – Regional Leste – RJ / ES e BA
Av. Treze de Maio, 13 – 28º andar – Rio de Janeiro – (RJ)
20003-900
Tel. (21) 3974 2300

 

Fornecedores
Equipamentos
Indústria de Máquinas Costa Ltda
Av Maestro Vila Lobos, 365 – São Paulo – (SP)
02266-001
Tel. (11) 201 6500

Maq Flex Indústria de Máquinas Flexográficas e Acessórios Ltda
Rua Água Rasa, 43 – São Paulo – (SP)
03343-010
Tel. (11) 292 7038

Aplike Produtos Adesivos
Av. Alda, 1893 – Jd. Sandra – Diadema – (SP)
09910-170
Tel. (11) 4056 3977

Nordson do Brasil Ind e Com Ltda
Av Aruanã, 85 – Tamboré – Barueri – (SP)
06460-010
Tel. (11) 4195 2004

Altrade Indústria, Comércio e Representações Ltda
Rua Taquaruçu, 405 – Jabaquara – São Paulo – (SP)
04346-040
Tel. (11) 5011 7363

 

Endereços na Internet:

Site da ABIGRAF – Associação Brasileira de Gráficas
http://www.abigraf.org.br/

 

Referências:
SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

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