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Ideias de negócios

Como montar empresa de embalagens para Hortifruti

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Saiba como montar empresa de embalagens para hortifruti lucrativa gastando pouco e sem cometer erros, ganhe muito dinheiro com hortifrutigranjeiros. Aprenda tudo: investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Embalagens para hortifruti

FICHA TÉCNICA:

Setor da Economia: Secundário
Ramo de Atividade: Indústria de Transformação
Tipo de Negócio: Fabricação de Embalagens para Hortifrutigranjeiros
Produto: Bandeja de poliestireno expandido ou polpa moldada

Mercado

Caixarias de plástico, aplicação onde sobressai polietileno de alta densidade (PEAD), nunca amargaram maiores empecilhos para penetrar em redutos dominados por contratipos de madeira.Chegaram mesmo a deslocá-los em mercados-chave como as garrafeiras de cervejas. Mas apesar de um punhado de experiências bem sucedidas no agrobusiness internacional, a caixaria injetada nunca conseguiu destrancar um nicho no Brasil: o atacado de hortifrutigranjeiros. O mesmo não ocorre com o comércio varejista, com as embalagens destinadas ao consumidor.

Fragilidade e conservação

Frutas e hortaliças requerem cuidados especiais, especialmente aquelas que se destinam ao consumo no estado fresco, pois são altamente perecíveis.

A conservação de produtos perecíveis requer técnicas próprias de manipulação desde o momento em que são colhidas , para alcançarem o mercado consumidor em boas condições, uma vez que perdem suas características de palatabilidade, entrando em decomposição muito depressa.

Sem certos cuidados básicos, relacionados às atividades de colheita, seleção, classificação, tratamento pós-colheita, pré-resfriamento, armazenagem, embalagens, transporte, distribuição e venda, o produtor não conseguirá colocar no mercado produtos de qualidade, além de ser forçado a ficar restrito a mercados locais de baixa absorção.

Tecnologia regional

A produção de hortigranjeiros deve, inicialmente, ser feita dentro de tecnologia apropriada para cada cultura e região. Além disso, também para manter sua qualidade inicial, os produtos terão que ser colhidos na época de maturação, ser manipulados com cuidado e receber tratamentos específicos para cada um.

Embalagem apropriada

Os hortifrutigranjeiros são atacados por fungos responsáveis pela podridão, principalmente os frutos que possuem alto teor de açúcar, tenros e suculentos. Para reduzir este problema deve-se tomar algumas medidas, tanto na fase da colheita como na pós-colheita. Recomenda-se colher com cuidado, manter em embalagens limpas, de preferência embalagens plásticas.

Quanto as embalagens plásticas, vale dizer que filmes plásticos de polietileno de baixa densidade, devido suas características de baixa permeabilidade ao vapor de água, não permite esta ventilação e consequentemente, há condensação de umidade no interior da embalagem. Isto propicia o desenvolvimento de fungos.

Para aumentar a conservabilidade dos produtos, reduzindo sua transpiração e, consequentemente, evitando perda excessiva de umidade, a pré-embalagem é outro método auxiliar à conservação. As embalagens não devem ser impermeáveis, permitindo certa ventilação.. Para contornar este problema são feitos alguns furos no material. Portanto pode-se concluir que, a embalagem inadequada contribui para a elevação dos índices de perdas ocorrentes nos segmentos atacadistas e varejistas durante a comercialização de produtos hortifrutícola “in natura”.

Entretanto, a embalagem adequada é aquela que oferece proteção suficiente ao produto, para que este não seja danificado até o seu consumo. Ela deve ser utilizada com a intenção de absorver impactos, vibrações e outros agentes externos capazes de provocar perdas de qualidade do seu produto. Este princípio básico, deverá ser observado convenientemente para que sejam resguardadas as características de integridade e valor nutritivo dos alimentos hortifrutícola “in natura”.

Embalagem à vácuo

A tecnologia aplicada para embalar hortifrutícola à vácuo está intimamente ligada ao mecanismo das máquinas, aos filmes de embalagem e das matérias-primas. Já que dependendo do produto que estiver sendo embalado e das condições dadas a ele, por exemplo, a frio conservação, é necessário um tipo de filme adequado para esta tecnologia. Assim, neste caso o filme a ser utilizado não exige barreiras extremas contra agentes externos já que o frio é uma barreira bastante eficiente contra deteriorações precoces.

Uma bandeja envolvida com uma película com policloreto de vinila, ou polietileno esticável. neste caso, as características de permeabilidade do filme, tanto ao vapor d’água como ao de gases (CO2 e O2) são essenciais para que haja um controle de atmosfera interna da embalagem e propicie a conservação do produto durante um período mais prolongado. Vale ressaltar, entretanto, que esta tecnologia aumenta o valor agregado do produto tornando-o muito caro, apesar do seu alto nível de qualidade. Aconselha-se, contudo, comercialização de produtos em sacos plásticos e refrigeração, aumentando da mesma forma suas vidas de prateleira.

Revestimentos especiais

Grande parte dos hortigranjeiros perde umidade com muita facilidade, o que acarreta sua deterioração fazendo-os murchar. Para aumentar sua conservabilidade, a aplicação de uma leve camada de cera especial tem trazido benefícios, principalmente em citrus, tomates, pepinos, pimentões, maçãs, nectarinas, pêssegos, etc. Essas ceras são de origem vegetal, comestíveis aproveitadas comercialmente, mas deve-se ter o cuidado em aplicar somente aquelas recomendadas para cada produto e nas doses certas.

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, através de seu Laboratório de Embalagem e Acondicionamento, desenvolve alternativas de qualidade com custos mais baixos. O IPT presta assistência tecnológica à pequena e microempresa através de cursos e seminários. Segundo Ernesto Pichler, pesquisador chefe do Laboratório, muitos microempresários desconhecem a existência de normas técnicas para as embalagens. “Ele fica nas mãos do distribuidor, que nem sempre fornece a embalagem mais adequada a determinado produto.” Pichler informa que empresas de qualquer porte podem ser atendidas pelo Laboratório do IPT. “Estamos capacitados para trabalhar com diversos tipos de material: papelão, madeira, metal, plástico, até embalagens especiais para resíduos de serviços de saúde.

 

Referências:
Sebrae – Serviços de Apoio as Micros e Pequenas Empresas, IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas – São Paulo, Datafolha – Instituto de Pesquisas Grupo Folha, IBOPE – Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, Wikipédia, Jornal Estadão, Jornal Folha de S.Paulo, Jornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, MDA – Ministério do Desenvolvimento Agrário, MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, MMA – Ministério do Meio Ambiente, MME – Ministério de Minas e Energia, MTE – Ministério do Trabalho e Emprego.

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