Ideias de Negócios

Como montar uma Fábrica de Pincéis

 

 

 

By  | 11/12/2017

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Fabricação de pincéis

FICHA TÉCNICA
SETOR : Indústria
TIPO DO NEGÓCIO : Fabricação de pincéis.

Mercado

Existem no mercado diversos tipos de pincéis para diversas utilizações. Os pincéis mais usados são os de pêlos naturais ou cabelos, mas os mais comuns são aqueles feitos de crinas de cavalo (pêlos do pescoço e da cauda). No entanto, existem empresas que utilizam pêlos de boi, de esquilo, marta, etc. O processo de fabricação de pincéis é semi-automático. Isso porque sua confecção conjuga a ação das máquinas a trabalhos manuais.

Comercialização

Os pincéis são vendidos isolados ou em caixas. Em geral, cada fábrica tem números que indicam os tamanhos. Os pincéis são produtos de considerável abrangência no mercado.

Tipos de pincéis existentes no mercado

Existem vários tipos de pincéis existentes no mercado. Vão daqueles feitos com pêlos de animais mais exóticos até sites são apenas alguns tipos de pêlos existentes no mercado, além dos pêlos sintéticos que substituem alguns pêlos naturais. São eles: Marta Kolinsky Redondos; Marta Tropical Quadrados; Marta Tropical Redondos; Pêlos De Esquilo Filberts; Pêlos De Esquilo Pituás; Pêlos De Esquilo Redondos; Pêlos De Camelo Redondos; Pêlos De Marta Redondos; Pêlos De Orelha De Boi Filberts; Pêlos De Orelha De Boi Pituás; Pêlos De Orelha De Boi Redondos; Imitação Marta Redondos.

Processo de fabricação de pincéis

1. Preparação das crinas

Existem várias maneiras de preparação das crinas. Observe abaixo como é o detalhamento desse processo:

1.a) Recolhimento das crinas em feixes ou meadas:

Se com FIBRAS LONGAS, de corda, ligue fortemente as extremidades do feixe (com 5-6 voltas de cordel bem puxado), fazendo também algumas ligações fortes a intervalos de 25-30 cm. Em seguida, faça uma ou duas ligações fracas de mistura a fim de que os pêlos não se embaracem. Todas as ligações se fazem apenas com um fio, de modo a dominar igualmente as ligações fracas;

A outra maneira de preparar, que também serve para as FIBRAS CURTAS, é estender os pêlos sobre um bocado de gaze de algodão ou de rede de pesca, de maneira a obter uma camada de crinas paralelas (aproximadamente 1cm de espessura); Depois, cobre-se com outra gaze e depois costure com pontos largos e apertados – o suficiente para fazer uma espécie de almofada muito solta, para não embaraçar os pêlos.

Outra opção ainda, é colocar as crinas num banho antes de recolhê-las em feixes ou almofadas.

2. Lavagem

Nessa etapa, que envolve tanto a lavagem quanto a liberação de gorduras dos pêlos, utilizam-se caldeiras que possam ser aquecidas com chama regulável.

2.a) Limpeza

Colocar água na caldeira até a primeira marca (12 cm do fundo) e deixar ferver; Acrescentar os ingredientes (que devem ficar bem dissolvidos), Apagar o fogo e fechar as comportas; Em seguida, despeje mais água, até ao segundo sinal (30-32 cm do fundo) e agita-se. Assim, pode-se alcançar uma temperatura ideal para trabalhar. Este é então o momento de dispor a crina recolhida em feixes ou em almofadas (entre 10 e15kg). Uma dica para que se possa agitar as crinas sem embaraçá-las, é comprimi-las repetidamente com a pá deixando-as depois em repouso. Repita a operação, diversas vezes em todos os pontos; Terminada a operação, através do gancho e da pá (ou também com as mãos), levam-se as almofadas ou os feixes até uma grelha de madeira, a fim de que escorram;

2.b) Enxague

O enxague do material lavado é efetuado na caldeira, quando, concluída a lavagem, abre-se a água continuando a agitar a massa, até que toda a água suja seja eliminada pelo descarregador. Retira-se o material e esvazia-se a caldeira até o primeiro sinal (marcação a 12 cm do fundo), deixando-a pronta para a operação seguinte. Não é preciso tirar a crina da água suja e lançá-la em água limpa, basta entornar a água limpa na suja, sem tocar (se possível) a crina diretamente.

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2.c) Secagem

Estendem-se as almofadas ou os feixes sobre fios como se fossem panos e deixe-os secando à sombra. Só convém secar à máquina, se for em um secador racional.

2.d) Tingimento

Opera-se com uma caldeira (como a utilizada para lavar), construída de cobre e sem descarregador. Terminada a lavagem ou a tintura e após terem secado, as almofadas ou os feixes são sacudidos a fim de que seja eliminado o excesso de pó. Com a máquina própria para tingir, tinge-se economicamente em duas horas.

2.d.1) Tingimento de crina desengordurada

Após o processo de lavagem e enxugamento das crinas, passa-se diretamente à caldeira de tintura, onde se juntará ao banho de sulfato de sódio cristalizado 200g; ácido acético 150g e colorante substantivo de 200 a 1300g.
Agita-se bem durante aproximadamente 2 horas, e a seguir lava-se com água abundante, como indicado na etapa de tingimento. Para tingir novamente no mesmo banho, deve-se acrescentar: 40-50g de sulfato de sódio; 30-35g de ácido acético e 300-1000 de colorante. Os colorantes apropriados para o sistema de tingimento da crina desengordurada são: negro naftamina ERK, castanho naftalemina 4G extra, vermelho naftalina H, verde naftamina AN, crisofeina G e violeta naftamina R, todos misturáveis entre si.

2.d.2). Tingir  e desengordurar ao mesmo tempo

Optando por esse modo, utiliza-se uma caldeira (de desengordurar) e efetua-se o enxague como na etapa de desengordurar

2.d.3) Tingir e lavar ao mesmo tempo

Junta-se ao banho soda Solvay 100g; gardinol (ou outro molhante) 100g e 300-400g. A mistura é então agitada por uma hora quando deverá ser enxaguada como na indicado na etapa de enxágüe (que como se disse, deve ser feita de maneira breve). Para esta operação o negro naftamina ERK serve perfeitamente; outras cores não tingem tão bem.

2.d.4) Campeche

As crinas também podem ser tingidas com um campeche (árvore cuja parte mais dura fornece um corante). O primeiro passo para obtenção da tintura é ferver, durante uma hora (em 60 litros de água com 30g de soda Solvay) 15kg de madeira de campeche “fatiada”. Em seguida, passa-se a mistura pelo crivo, recolhendo-se o líquido numa tina. Na caldeira junta-se ao banho habitual, dicromato de potássio 350g de ácido sulfúrico 100g. Mergulha-se a crina e agita-se durante 2-3 horas, adicionando gradativamente ácido láctico 150g diluído num pouco de água. É desse modo que trabalha-se ainda por uma hora, quando então descarrega-se uma parte da madeira, entornando o “cozido” de campeche. Trabalha-se o material ainda durante uma ou duas horas. Lava-se com água abundante.

Caldeira

As medidas práticas para estas caldeiras são: comprimento 100cm, largura 60cm e profundidade 50cm. No interior da caldeira, fixam-se dois parafusos, pregos visíveis ou outro sinal que marque o nível. Essas marcas deverão ter as seguintes posições: Uma a 12cm e outra a 30-32cm do fundo. A caldeira deve estar equipada com um descarregador para eliminar o excesso, e de uma torneira de água. O fogão deve dispor de comportas para fechar o ar e chaminé para o fumo. Dispõe-se de pá de madeira e de um gancho, de ponta aparada, que poderá ser também de ferro.

3. Construção dos cabos

O cabo é a parte mais extensa do pincel. Normalmente de madeira, é ele quem conduz a utilização de um pincel.

3.a) Cabos ligados ou guarnecidos com fios

3.a.1) Para pincéis de numeração baixa

Para esses casos, os cabos de madeira são preparados no torno ou a mão. Liga-se primeiramente o feixe ao cabo, dando em primeiro lugar uma volta com um fio fino, para fechar e distribuir bem a crina. Em seguida, dê uma ou duas voltas de fio (cordel ou fio de ferro) ao redor do feixe; Terminada a ligação, aplica-se uma camada de cola ou de verniz celulósico sobre toda a parte coberta pelo fio do acabamento.

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3.a. 2) Para pincéis de numeração alta

Esse tipo de pincel é feito a partir de cabos com “caixa” cavada, de paredes finas, que se abrem ao longo do veio. É nessa “caixa” que se introduz o feixe de crinas ligadas por um fio fino e bem banhado de cola ou verniz (as paredes da “caixa” deverão ter sido previamente mergulhadas em água, para que se tornem flexíveis). A seguir liga-se o feixe com fio de cânhamo ou fio de ferro, em uma ou duas camadas, e depois banha-se com cola em toda a ligação.

4. Tubo

É a parte que faz a ligação entre o cabo e os pêlos. Geralmente são feitos com folha de ferro estanhado. O fechamento destes tubos pode ser à máquina ou através de soldagem. O corte da folha é fácil e não há perdas apreciáveis. As etapas seguem essa ordem:

4.a – Etapas de manuseio dos tubos

4.a.1) Enrolam-se os bocados de folha estanhada numa forma cônica de ferro (essa forma pode servir a diversos números); Em seguida, segura-se com a pinça e soldam-se as bordas em primeiro lugar;

4.a.2) Uma sugestão para juntar crinas suficientes à formação de dois pincéis numa só vez é ligar (com um fio fino e forte) o feixe de crinas (com o comprimento apropriado a confecção de dois pincéis) em dois pontos;

4.a.3) A seguir cortam-se as duas peças e engoma-se um pouco as pontas, para então unir as crinas, que depois de secas, deverão ser introduzidas no cone;

4.a.4) Por fim, coloca-se o cabo e fixa-se com um pequeno prego.

4.b – Adequação dos tubos aos tipos de pincéis

4.b.1) Pincéis com tubos de plástico – atualmente empregam-se tanto tubos metálicos quanto aqueles forrados de plástico (que substituem perfeitamente os tubos metálicos, com a vantagem de não se oxidarem ou enferrujarem). No caso dos tubos de plástico, muitas vezes a parte de plástico está enformada no cabo (também de plástico), de modo a constituir um conjunto único, sobre o qual se colam os pêlos da maneira usual. Existem ainda pêlos de plástico para pincéis e escovas, que podem substituir os pêlos naturais em todas as operações e trabalhos, com exceção da aplicação a pinturas e vernizes;

4.b.2) Pincéis com tubo emoldurado – são semelhantes aos pincéis convencionais, mas ao invés de terem os feixes simplesmente forçados no tubo, estão ainda mais bem apertados por meio de um bordo de reforço, produzido como auxílio de uma máquina apropriada. A fixação do tubo ao cabo faz-se igualmente com a referida máquina. Este sistema permite também o fabrico de pincéis grossos de baixo preço;

4.b.3) Pincéis achatados – para preparar procede-se da mesma maneira, mas empregam-se feixes ligados menos apertados. Coloca-se o feixe de pêlo apertando-o no torno, para dar o achatamento. Quando mais frouxo ficar o feixe, melhor será o resultado;

4.b.4) Trinchas – emprega-se um tubo com a seção quase retangular (piramidal), no qual se introduzem alguns feixes que depois devem ser apertados. Para que o aperto se mantenha estável, põem-se no torno alguns utensílios capazes de praticarem duas ou três depressões transversais como pequenos canais.
As trinchas muito largas precisam de ser pregadas, o que é feito entre um canal e outro.

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5. Acabamento

Terminado o pincel (ou a escova, ou trincha), ele deverá ser aparado com tesoura. O objetivo é alcançar medidas e formas adequadas . Aqui, a construção do pincel para aplicação de vernizes ou pinturas está concluída, mas para apontar com rigor, utiliza-se mó (pedra de amolar/moinho) seca sobre o pincel engomado, continuando a enrolá-lo contra a mó até que fique com a ponta desejada. A seguir engoma-se e deixa-se algum tempo em repouso (será melhor a quente). Passados pelo menos oito dias lava-se com água abundante, seca-se e ele estará pronto para ser comercializado.

5.a) Gomagem – ingredientes para engomar os pêlos: 100g de goma arábica, 100g de dextrina amarela, 100g de açúcar e 700-800ml de água. Esta goma pode ser eliminada muito facilmente com água simples.

Dicas de manutenção

1. Limpeza

1.a- Resíduos de tinta a óleo

Os pincéis sujos (que não estejam secos ou endurecidos) devem ser lavados com petróleo ou com benzina. Após sua utilização, estes líquidos podem ser conservados num recipiente e uma vez decantados (separação das impurezas que contém nos líquidos) a parte límpida pode ser reutilizada. Pode-se ainda, empregar solventes clorados e especialmente as trielinas, ou misturas destas com petróleo e benzina. Outro processo consiste em mergulhar os pincéis durante 24 horas numa mistura de tetralina e álcool, e a seguir efetuar uma lavagem a fundo com a mesma mistura;

1.b-Resíduos de verniz

Bater primeiramente nos pincéis secos com martelo, em pequenos golpes, de modo a separar grosseiramente as fibras. Mergulha-se o pincel durante o tempo necessário numa mistura de petróleo e álcool desnaturado com amoníaco. A seguir lava-se com água abundante.

2. Conservação

Os pincéis podem ser facilmente preservados dos ataques dos insetos se mergulhados numa solução densa de goma arábica (aproximadamente a 50%) e deixando-os depois secar. Tornam-se assim duros e conservam a forma. Quando for necessário usar o pincel, basta amolecê-los em água. Os pincéis molhados com verniz, que tenham de ser empregados no dia seguinte, conservam-se em água, ou no próprio verniz.

Fornecedores

Pincéis Tigre: www.pinceistigre.com.br

Indústria e Comércio Acessórios de Maquiagem:

Informações sobre constituição de vários tipos de pincéis  www.casadorestaurador.com.br

 

Referências:
SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

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1 Comment

  1. Ailton santos damasceno

    Abril 6, 2016 at 2:46 pm

    Onde comprar colorante pronto para pintar as crinas? ??

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