Ideias de Negócios

Como montar uma gráfica

 

 

 

By  | 18/10/2017

Como abrir ou montar uma gráfica de sucesso, sem cometer erros, aprenda tudo, investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Gráfica

Cenário

O mercado de gráficas possui duas áreas de trabalho distintas: a gráfica convencional ou tradicional, voltada para o mercado editorial; e a gráfica rápida ou de conveniência, que aproveita os avanços da computação e da editoração gráfica para oferecer um serviço de primeira linha e, geralmente, em menor escala.

As projeções de expansão do mercado para este ano ainda são tímidas, mas os empresários do setor estão otimistas e apostam na recuperação de clientes que vinham contratando serviços no exterior, seduzidos por preços mais atraentes para seus impressos. Ao mesmo tempo, muitos donos de pequenas gráficas têm pela frente um problema com soluções nada baratas: a necessidade de investir em tecnologias digitais para se manter na corrida por clientes que exigem cada vez mais velocidade.

Tecnologia

Os novos caminhos do mercado gráfico abrangem tecnologia de digitalização de imagens (transparências, pôsteres, backlight – pôster iluminado, painéis, etc.) e impressão para pequenas tiragens aumentando o leque de opções para designers.

A comunicação visual vem ganhando recursos importantes nos últimos anos, com o fim da reserva de mercado para informática que tornou os preços mais acessíveis, algumas empresas que surgiram para oferecer alternativas mais baratas para pequenas quantidades já estão fazendo o caminho inverso e complementando seu leque com a abertura de gráfica própria já que as grandes gráficas também estão partindo para os serviços de pré-impressão.

Mercado

As leis de mercado se encarregaram de desenhar o mapa da indústria gráfica brasileira nas diferentes regiões do país. De acordo com dados da ABIGRAF, nos estados do Centro-Oeste, onde predomina a agropecuária, registra-se uma dependência da demanda de serviços gráficos gerada pelo comércio. No Norte e Nordeste, o forte são formulários e panfletos, de menor custo. No Sul, a instalação de novas indústrias de automóveis movimenta os impressos promocionais. Segundo a ABIGRAF, embora o aumento da concorrência tenha forçado os preços para baixo, o faturamento na área promocional permanece estável desde 1998, em função da ampliação da demanda.

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Processo de produção

No Brasil, coexistem diversas formas de organização da produção gráfica:

  • EDITORAÇÃO: a etapa de editoração pode ser realizada manualmente ou com auxílio de computadores;
  • IMPRESSÃO: na etapa de impressão, o clichê é a matriz do processo de tipografia mais antigo e de custo menor;
  • FOTOLITO: o fotolito, que pode ser elaborado com o auxílio de equipamentos informatizados, é a matriz de impressão do processo de offset, mais moderno e mais caro.

Linha de produção

Existem muitos tipos de serviços que uma oficina gráfica pode fazer. As melhores chances para o seu negócio dar certo estão justamente naquele tipo de serviço que não esteja sendo bem feito pela concorrência. Em geral, serviços de arte-final, fotolito e gravação de chapa estão sendo terceirizados, cabendo à gráfica o serviço final de impressão na offset. No entanto, o rápido avanço tecnológico do segmento de informática faz com que a empresa tenha de modernizar-se constantemente, obrigando-a a investimentos contínuos.

Existem equipamentos que permitem imprimir pôsteres com até 5metros de largura e qualquer comprimento, oferecendo papel, vinil adesivo e durabanner. E ainda, novos segmentos de mercado como o de papel de parede, ou a elaboração de filmes offset.

O processo de produção escolhido varia muito de acordo com os equipamentos e o tipo de serviço. O ideal é observar o mercado que você pretende explorar, adequando sua produção ao capital disponível para investimento.

Volume de produção mensal

A previsão para uma pequena oficina gráfica dependerá da capacidade dos equipamentos e da mão de obra, bem como da habilidade do proprietário de conquistar clientela – trabalho lento de marketing em que telefone e veículo próprio para visitas são de grande utilidade.

Conhecimento técnico

Em função do quadro descrito anteriormente, a intimidade com a área gráfica (desde a geração, digitalização e tratamento da imagem até a impressão do produto, seja ele folheto, catálogo, revista ou banner), é fundamental para o sucesso nesse empreendimento. É difícil enfrentar a concorrência com uma equipe de profissionais não especializados.

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Capacitação

De acordo com ABIGRAF, por maior que seja o investimento, a tecnologia sozinha não gera grandes resultados. É preciso reciclar os recursos humanos, para que ela seja dominada com eficiência.

Equipamentos

A compra de máquinas e equipamentos novos exige um investimento alto. É aconselhável começar com equipamento usado de boa qualidade. Entretanto, se o equipamento for novo, seu investimento irá mais do que duplicar.

Instalações físicas

A área mínima para uma pequena oficina gráfica funcionar é de aproximadamente, 60 m². Pode ser um galpão ou barracão e até uma loja comercial, ou ainda uma sala. Divida o espaço em três ambientes: depósito, escritório e produção. Na área da produção, coloque as máquinas seguindo a ordem do processo de impressão: cortadeira, máquina offset, balcão de blocagem alceamento e acabamento, picotadeira, guilhotina e grampeador.

Fornecedores

Os principais fornecedores são as indústrias de papel e tinta ou seus representantes comerciais, e ainda, empresas que produzem fotolitos e gravam chapas.

Concorrência

O mercado de impressos é bastante diversificado e apresenta potencial para ser explorado. Apesar da forte concorrência, um empreendedor que construir um negócio bem estruturado, oferecendo serviços diferenciados, atendimento personalizado, novidades técnicas e, acima de tudo, rapidez e qualidade poderá obter sucesso. Para conhecer bem a concorrência, o empreendedor deve fazer uma pesquisa que forneça as seguintes informações: número de gráficas existentes na região; preço de venda praticado no mercado; qualidade dos serviços e prazos de entrega.

Dicas para o seu sucesso

  • PESQUISAR – pesquise preços e variedades de equipamentos antes de investir, porque o acesso ao crédito não é fácil e os juros estão salgados;
  • INFORMAÇÃO – mantenha-se sempre informado sobre as novidades da indústria gráfica;
  • MODERNIZAR – planeje a modernização de máquinas, pois o segmento é altamente competitivo e exigente;
  • PRAZO: cumpra rigorosamente os prazos combinados com os clientes. É preferível recusar um trabalho a não cumprir o prazo prometido;
  • PREÇOS: pratique preços compatíveis com a concorrência;
  • LEMBRAR: lembre-se sempre de que qualidade e atendimento fazem toda a diferença.
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Sites afins

ASSESPRO – Associação das Empresas Brasileiras de Serviços de Informática: http://www.assespropr.org.br
ABIGRAF – Associação Brasileira da Indústria Gráfica:
Gráfica Printi: http://www.printi.com.br
Gráfica Cores: http://www.graficacores.com.br
Gráfica & Letreiros: http://www.delmaqrj.com.br
Referências:
SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

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