Ideias de Negócios

Como montar uma um serviço de Tinturaria

 

 

 

By  | 11/12/2017

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Ficha Técnica:
Setor da Economia: Terciário
Ramo de Atividade: Tinturaria.
Tipo de Negócio: Beneficiamento de tecidos.
Serviços Ofertados: Tingimento.

História da Tecelagem e da Tinturaria

As primeiras fibras têxteis eram feitas de materiais grosseiros tais como gramíneas, juncos e canas. Eram utilizadas nos tempos pré-históricos para fazer telas, cestos, redes de pesca, tapetes e cordas. Posteriormente foram desenvolvidas técnicas para utilizar materiais naturais mais sofisticados como o linho, a juta e o pelo animal. Por volta do terceiro milênio antes de Cristo, outras fibras, tais como algodão, lã e a seda, passaram a ser exploradas. Ao final do século XIX surgiram as primeiras fibras manufaturadas, os raions , obtidos a partir da celulose natural. Na década de 30 desenvolveram-se as fibras sintéticas, baseadas em polímeros, como os nailons, poliésteres, acrílicos e poliolefinas.

As fibras têxteis são convertidas em fios através da fiação. Fibras de tipos diferentes podem ser fiadas conjuntamente – por exemplo, poliéster e algodão, ou lã e náilon. Os fios dão origem aos tecidos através da tecelagem . Processos têxteis de acabamento são então aplicados para conferir ao tecido propriedades particulares. Alguns destes processos, como o tingimento, podem ser aplicados nas fibras cruas, nos fios ou nos artigos acabados.

A cor dos tecidos de uso doméstico é um dos seus mais importantes requisitos. A boa solidez de um tecido tinto vai depender de três fatores principais: o tipo de corante escolhido em função da fibra que compõe o tecido, e do uso que vai se dar ao mesmo; do emprego do processo de  tingimento adequado; e do processo de lavagem.

Tingimento

O tingimento consiste em fixar o corante sobre a fibra. Portanto, a tintura depende da qualidade da fibra e da composição química do corante. Assim, a lã e a seda natural, apresentam afinidade tanto pelos corantes ácidos como pelos básicos.

Para os materiais de fibras mistas, além de se levar em conta o modo como cada fibra se comporta sob a ação dos diversos corantes, também se considera as proporções relativas dos componentes da mescla. Assim, os corantes, dependendo do seu grau de afinidade, poderão ser colocados com algum acréscimo, pois além de proporcionais aos pesos dos componentes da mistura, deve-se levar em conta que se trabalhará em banhos mais longos que os previstos em relação a cada fibra isoladamente, visto ser o banho único calculado proporcionalmente ao peso total do material. Deste modo obter-se-á, ao final da tintura, uma só cor (tingimento tom-sobre-tom) ou duas cores, podendo permanecer uma das fibras em branco, dizendo-se então que a mesma foi reservada.

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Para um tingimento é necessária a satisfação de quatro itens:

  • Afinidade: a matéria corante passa a fazer parte integrante da fibra;
  • Igualização: grau de uniformidade na cor aplicada, dependendo do poder de uniformização do corante, da sua velocidade e temperatura de montagem e de dificuldades inerentes ao material;
  • Solidez: grau de resistência aos diversos agentes de alteração e desgaste; e
  • Economia: capacidade de tingir peso relativamente elevado de material.

As principais propriedades que caracterizam as cores são:

  • Matiz: é a propriedade que define a cor. Depende diretamente do comprimento de onda correspondente à cor;
  • Luminosidade: é a capacidade de refletir mais ou menos luz. A luminosidade é independente do matiz;
  • Tonalidade: o preto, o cinza e o branco não sendo considerados como cores (não são matizes), podem ser misturados com qualquer cor, modificando-a, isto é, tornando-a mais escura ou mais clara;
  • Saturação ou Profundidade: Duas cores do mesmo matiz e da mesma tonalidade podem provocar sensações diferentes quanto à sua intensidade. Diz-se então que são de diferentes saturações. As variações na saturação dependem da quantidade do pigmento ou corante presente;
  • Brilho: depende principalmente do substrato sobre o qual a cor for aplicada.

Concluindo, a cor depende do próprio substrato que é iluminado, da fonte de luz e do observador

Corantes

Os corantes, atualmente sintéticos, são compostos orgânicos que quando aplicados às fibras têxteis, têm capacidade de criar uma certa cor, devido à presença de grupos químicos denominados cromóforos. Assim, substâncias que possuem cromóforos em diferentes arranjos, produzirão a sensação de diferentes tonalidades de cor, por exemplo azul claro, azul esverdeado, azul avermelhado, azul marinho, etc.

Embora os cromóforos forneçam cores às substâncias, a sua intensidade ou brilho da cor depende da presença de um ou mais grupos químicos, denominados auxicromos. Estes auxicromos também podem fornecer liga química, que fixa o corante à fibra. Assim sendo, os corantes em si, ou a combinação dos corantes com outros aditivos, contribuem com os cromóforos e auxicromos.

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A definição técnica de um corante é portanto um composto químico que pode ser fixado a um material qualquer, por exemplo, numa fibra têxtil, de forma mais ou menos permanente, e que produz na nossa mente a sensação visual de uma dada cor.

Os corantes existentes são:

  • Corantes Reativos: São usados basicamente sobre as fibras celulósicas, como por exemplo lã, seda, algodão e viscose;
  • Corantes Ácidos: Tingem diretamente a lã e a seda em banho ácido ou neutro, e não tem finalidade com as fibras vegetais;
  • Corantes Azóicos: Esses corantes são usados sobre fibras celulósicas e, num grau limitado, sobre fibras sintéticas como polipropileno, poliamida, acrílico e poliéster. As fibras sintéticas requerem métodos especiais de aplicação;
  • Corantes Básicos ou Citadinos: Os corantes catiônicos, freqüentemente chamamos pelo seu nome mais antigo, corantes básicos, são utilizados em fibras acrílicas;
  • Corantes Diretos ou Substantivos: Compreende o maior grupo dos corantes e de maior significação comercial. São Baratos, fáceis de aplicar e produzem uma grande variedade de cores. Normalmente são usados em tecidos celulósicos (algodão, viscose) de baixo a médio preço;
  • Corantes Dispersos: Como estes corantes não se dissolvem no banho de tingimento, é preciso aplicar aos tecidos à temperaturas acima de 100ºC. Os Equipamentos de tingimento e o processo eleva bastante o custo de tingimento. São utilizadas em fibras termoplásticas, como o acetato, o poliester e a poligamia;
  • Corantes à Tina: O tingimento com estes corantes exige maior controle que em outros. As cores obtidas costumam ser opacas. Normalmente utilizados em tecidos celulósicos;
  • Pigmentos: Tecnicamente, os pigmentos não são considerados corantes. Eles não têm afinidade com as fibras, portanto, não penetram e não se combinam com as mesmas. São aplicados superficialmente às fibras ou aos tecidos por processo de estampagem, e fixados através de um adesivo ou resina. As cores resultantes são permanentes, mas sua fixação depende da durabilidade da resina, que pode se destacar facilmente do tecido, no processo de lavagem.
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Aplicação dos corantes em diversas fibras

  • Ácido Protéica(lã, seda) e Poliamida;
  • Azóico Celulósica(algodão, viscosa), Acetato, Triacetato, Poliamida, Poliéster, e Acrílica;
  • Básico Acrílica;
  • Tina Protéica(lã, seda) e Celulósica(algodão, viscose);
  • Tina sol Protéica(lã, seda), Celulósica(algodão, viscose) e Poliéster;
  • Direto Protéica(lã, seda), Celulósica(algodão, viscose) e Poliamida;
  • Disperso Acetato, Triacetato, Poliamida, Poliéster e Acrílica;
  • Pigmento Protéica(lã, seda), Celulósica(algodão, viscose), Acetato, Triacetato, Poliamida, Poliéster e Acrílica;
  • Reativo Protéica(lã, seda), Celulósica(algodão, viscose) e Poliamida;
  • Sulfuroso Celulósica(algodão, viscose).

 

Referências:
SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

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