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Montar criação de hamsters gastando pouco

 

 

 

By  | 11/12/2017

Como montar uma criação de hamsters lucrativa gastando pouco e sem cometer erros, ganhe muito dinheiro com hamster. Aprenda tudo: investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Criação de hamsters

Apresentação

O hamster é originário da Síria e só chegou ao Brasil em 1960. Durante muitos anos serviu apenas de cobaia. O animalzinho dorme durante todo o dia e acorda somente ao anoitecer ficando, nesse período, muito ativo. Apesar de ser parente dos ratos, é manso e muito higiênico, sendo considerado bem-humorado e gosta muito de brincar, exceto quando ameaçado, quando reage com violência.

Muita gente no Brasil não o conhece e, provavelmente, para a maioria das pessoas que já o viram, ele não passa de um simples ratinho. Mas, quem convive com esse pequenino e frágil roedor, consegue ver nele encantos e qualidades comuns aos mais populares animais domésticos de estimação. Apesar de ser conhecido como esquilinho do Líbano, o hamster dourado (Mesocricetos auratus auratus) é originário da Síria onde Aharoni, professor da Universidade Hebraica de Jerusalém, capturou uma fêmea acompanhada de uma dúzia de filhotes, em Alepo, levando-os para o laboratório, introduzindo a espécie no Ocidente, através dos Estados Unidos e Europa, onde se adaptou, se aclimatou e se proliferou facilmente. Daí começou a criação do hamster para fins experimentais.

No Brasil não se sabe ao certo o dia e o local de seu desembarque. Registros extra-oficiais dão conta de que os primeiros exemplares foram trazidos para cá por um imigrante alemão que, por volta de 1960, doou sua criação ao Instituto Biológico, órgão mantido pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Por aqui, durante cerca de duas décadas, o interesse pelo hamster ficou restrito às salas dos laboratórios, onde serve como cobaia para experimentações científicas. Antes considerado uma praga de lavouras, onde constrói sua toca em galerias com uma profundidade de 40 a 80 centímetros, como faz o furão brasileiro, somente no início dos anos 80 é que conquistou seus primeiros fãs entre a população em geral, atraindo a atenção e simpatia, especialmente da criançada. Cada toca abriga apenas um animal e é abandonada quando a fêmea termina de criar os filhotes, ocasião em que constrói outra.

Não se tem notícia de exemplares dourados de vida livre, à solta na natureza, nos países ocidentais. Nessas condições, existem apenas os comuns, conhecidos como hamsters europeus. Todos os dourados que existem são descendentes daquela única família capturada por Aharoni. De vida noturna (notívagos) também podem se locomover durante o dia, saindo do ninho, mas evitando o sol; vivem bem em ambientes fechados (casas e apartamentos, em cativeiro), passando todo o dia dormindo ou sonolentos, despertando somente ao anoitecer. A sua principal característica física são as bolsas internas existentes uma em cada lado do pescoço, usadas em geral para armazenar alimentos que, quando cheias, assemelham-se a grandes bochechas peludas, agindo assim desde a mais tenra idade (desde os vinte dias já se preocupam em guardar o que comem). Os jovens desmamados e entregues à própria sorte entram logo em plena atividade, procurando armazenar o que comer. Muito fortes, são capazes de transportar para a toca alimentos de grande volume em relação ao seu tamanho, danificando lavouras de trigo, centeio, ervilha e toda a sorte de cereais. Na natureza, é daninho como o rato do campo.

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Classificação

Mais da metade das espécies de animais mamíferos existentes pertencem à ordem Rodentia (roedores) e, entre elas, está o hamster, que faz parte da família dos cricetídeos. O hamster comum (europeu), do gênero Cricetus, tem um pequeno e grosso rabo e cresce até 30 centímetros; entretanto, ainda é selvagem e não é conhecido no Brasil. Já o hamster dourado (sírio) foi descrito em 1839 por Waterhouse. Manso e de hábitos solitários, é o único domesticado até agora, pertence ao gênero Mesocricetus, é da espécie auratus, cresce em média de 15 a 18 centímetros, pesa de 85 a 130 gramas e tem apenas um vestígio de rabo.

Alguns pesquisadores classificam o animal como irritadiço, de gênio violento e combativo quando ameaçado, brigando uns com os outros, ocasionando mortes em conseqüência dessas lutas e, ainda, canibais, onde as mães podem devorar os filhotes ao nascerem, se lhes faltar uma dieta alimentar adequada. São muito inteligentes. Por qualquer provocação colocam-se em atitude de defesa, sentados sobre as patas traseiras com as dianteiras distendidas, saltando sobre o agressor ao menor gesto, não importando o seu tamanho ou aspecto, por mais amedrontador que lhes possa parecer. Nessas ocasiões, cravam os dentes com muita rapidez. Sua mordedura é dolorosa e grave, dilacera os tecidos, tornando-se, assim, perigosa fonte de infecção. Por esse motivo, mesmo que não se apresentem zangados, é cauteloso manipular os animais com delicadeza e sem movimentos bruscos.
Em geral, os hamsters dourados, curiosamente, são castanhos na face dorsal, na face ventral são cinzento-claros com manchas brancas e, dentro das raças mais comuns – albino, libanês e angorá – as cores podem variar desde o branco, passando pelo champanhe e creme, até a mistura que vai dar em malhados, cintados e tricolores. Estes últimos são os mais criados no Brasil. Têm orelhas pequenas e olhos escuros muito vivos (exceto os albinos, que possuem olhos vermelhos).

Como criar hamsters

Para criar hamsters, é preciso delicadeza e paciência. Essa é a primeira dica dos grande criadores, que costumam vendê-los em lojas de animais e feiras livres, e dão outras aos futuros criadores:

  • De manhã, a tarefa é limpar e desinfetar as gaiolas, tirando a maravalha (pó-de-serra) e as tirinhas de jornal molhadas de urina, remover os restos de alimentos dos comedouros, colocar ração nova e trocar a água dos bebedouros, sendo o principal cuidado procurar não mexer nos animais para que eles não acordem e, se isso acontecer, fazer movimentos suaves para evitar que eles despertem demais e acabem ficando estressados;
  • A maior parte dos tratos deve ser feita a noitinha, quando os hamsters entram em atividade. É hora de desmamar os filhotes com 21 dias de vida, separar por sexo aqueles com cinco semanas de idade para evitar o cruzamento consangüíneo (acasalamento entre animais “parentes”), e escolher os casais para o acasalamento – recomendando-se, para isso, o uso de um livro de registros;
    – se a fêmea, levada à gaiola do macho para ser coberta, brigar com o parceiro, é sinal de que ela ainda não está no cio, devendo ser separada dele imediatamente, sob o risco de serem provocadas ferimentos em ambos. No dia seguinte, faz-se uma nova tentativa. Decorridos 10 dias, apalpando-se o ventre da fêmea, é possível saber se foi fecundada e, então, ela deve voltar para sua gaiola. Nunca deve se deixar qualquer macho entrar em contato com a fêmea que estiver prestes a dar à luz, pois o estresse pode provocar a antecipação da cria;
  • A ração balanceada, própria para hamsters, deve ser enriquecida com sementes de girassol, milho, lentilha e ervilha – deve-se evitar rações que contenham amendoim, porque este é propenso a fungos e pode matar criações inteiras;
  • Quanto às instalações, o importante é manter a temperatura ambiente a 20º e a umidade do ar entre 40 e 70%, controlando-se a quantidade de luz solar direta;
  • Os hamsters são exigentes quanto às condições sanitárias e sensíveis à falta de vitamina E.
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Comportamento

Quando se fala em reprodução, nenhum outro mamífero vence as fêmeas hamsters. Elas são campeãs em rapidez, ganhando até das coelhas. Seus filhotes nascem, em média, dos 16 aos 19 dias de gestação e costumam ser mais de sete por ninhada. Seu ciclo sexual dura de três a vinte e quatro horas e a primeira procriação pode ocorrer a partir de seis semanas para a fêmea, e três meses para o macho, fertilidade essa que diminui no inverno e aumenta na primavera. As glândulas mamárias estão dispostas em duas fileiras, localizando-se no tórax e abdômen, em número de seis a sete mamas de cada lado.

Como o sistema de criação mais comum é o individual, onde cada animal tem sua gaiola, a fêmea deve ser levada ao macho para que ela permita a cobertura com mais facilidade. E, quando nascem as crias, todo cuidado é pouco pois, se houver barulho, se faltar água na gaiola ou se alguém mexer muito no ninho, a fêmea pode ferir mortalmente os filhotes maiores ou comer os pequeninos. Nesse caso, primeiro ela os guarda em suas bolsas laterais mas, caso continue a se sentir ameaçada, ela os engole. Nascem com os olhos fechados, sem pêlos, de pele rosada, quase transparentes, escurecem no fim de dois dias, aparecendo os pêlos aos cinco dias de idade, e pesam, em geral, pouco mais de dois gramas.
Apesar do parentesco com os ratos, o hamster dourado é considerado um bicho muito higiênico e organizado. No pequeno espaço da gaiola, ele demarca o local de dormir, de urinar e de comer.

O comportamento de carregar alimentos por meio das bolsas, e depositá-los nos cantos da gaiola e dentro do ninho, é tido como um hábito inato, presente na memória da espécie, e justificável pela necessidade de se precaver contra a escassez alimentar durante os invernos rigorosos em seu país de origem. Esses hábitos pouco comuns e a vida notívaga, não fazem do hamster um bicho mal-humorado em situações normais; pelo contrário, ele é bastante brincalhão. Por isso, em toda gaiola deve estar presente a “roda gigante”, para que ele possa se divertir e, de quebra, fazer exercícios. Entretanto, esse brinquedo, se mal feito, com hastes muito separadas umas das outras, torna-se um perigoso inimigo dos bichinhos, pois pode causar a quebra de suas patas e pernas, caso essas fiquem presas entre duas hastes enquanto a roda gira. Fatalmente, isso acometerá na sua morte.

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Outro problema que ela pode causar é o pelo se enroscar em seu mecanismo, prendendo o animal, causando lesões subcutâneas sérias e de difícil diagnóstico. Caso isso venha a acontecer, o mais correto é, com as mãos enluvadas (para evitar os dentes do bichinho, que estará nervoso) e utilizando-se uma tesoura, cortar os pelos que se enroscaram, liberando-o. Outros modelos de gaiolas, grandes e com partes em acrílico transparente, simulam tubos, corredores, labirintos, casinhas, túneis, por onde os animaizinhos passeiam. Esses ornamentos costumam ser utilizados em vitrines e exposições e, sempre, são alvo preferido da atenção de adultos e crianças que se deliciam em observar as suas peripécias.

Os hamsters estão sujeitos a várias doenças, figurando entre as mais comuns a pneumonia, tifo, oftalmia, abscessos, úlceras, gangrena na língua, adenite, além de duas consideradas as mais importantes: meningoencefalite (cabeça torcida para o lado; quando de pé, gira constantemente e, para locomover-se, rola o corpo) e mielite (membros inferiores distendidos, sem a menor ação; o animal locomove-se com grande dificuldade, arrastando a parte posterior do corpo). essas afecções, que localizam-se no sistema nervoso, podem trazer confusão para o leigo, à primeira vista, e podem ser confundidos com os sintomas da raiva. São os casos mais graves, e é aconselhável isolar os animais que apresentarem esses sintomas, tanto dos outros membros do plantel, como do contato humano.

Referências:
SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

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