Ideias de Negócios

Montar uma criação de Cobras gastando pouco

 

 

 

By  | 10/11/2017

Como montar uma criação de cobras lucrativa gastando pouco e sem cometer erros, ganhe muito dinheiro com serpentes. Aprenda tudo: investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Criação de serpentes

“Procura-se uma serpente dócil, sem veneno, de boa aparência e de fácil convívio.”
Esquisito, não é ? Mas não é não. A demanda por serpentes no Brasil é mais freqüente do que se imagina, porque as cobras viraram bichos de estimação. E quem gostar e tiver coragem suficiente, pode aventurar-se no abastecimento desse mercado ávido pelas compridinhas de sangue frio.

Tendência

Nos Estados Unidos, o convívio doméstico com serpentes pets – termo americano que designa bicho de estimação – cresce a passos largos. Há uma verdadeira indústria sendo movimentada em torno desse mercado, o que inclui inúmeros pet shops especializados. Só na Flórida há mais de vinte lojas onde se pode achar um mundo de acessórios.

A mídia impressa dos EUA está inundada de propagandas de produtos ligados ao setor, deixando surpresos qualquer um que passe ao largo do sucesso desse hobby emergente. Tem de tudo. Até mesmo quitutes apreciados pelas serpentes, como os surpreendentes e inusitados ratos congelados para o banquete da mascote. Tudo indica que o supermundo das serpentes domésticas nos EUA vai longe.

Cenário nacional

No Brasil, o universo das serpentes como animais de estimação não se compara ao americano, mas existe e é crescente. Apesar de poucas, já há lojas que as vendem, assim como os equipamentos para o terrário e a alimentação adequada.

Quem são elas

Dentro da zoologia SERPENTES ou OPHIDAE é a terminologia dada a Ordem à qual as serpentes pertencem.
Cobra é o termo dado por alguns países de língua inglesa a um tipo de serpente que não ocorre no Brasil, a Naja.
Nos países de língua espanhola ‘culebra’, (cobra) refere-se a serpente não-peçonhenta e ‘serpiente’, à serpente peçonhenta. Na Europa denomina-se ‘víboras’, as serpentes peçonhentas. Mas qualquer que seja a designação popular, estes animais, dentro da ciência, elas pertencem à Classe dos RÉPTEIS, que originário do termo latino “Reptum” significa rastejar, uma alusão ao tipo de locomoção característico dessa classe de animais.

Cenário

Em São Paulo, uma loja veterinária autorizada pelo Ministério do Meio Ambiente já recebeu cerca de 2.500 pedidos de compra. “Existe uma fila de espera. O motivo é a falta de cobras legalizadas no país”, diz Marcus Buononato, dono da Bioterium.

O primeiro lote significativo de cobras legalizadas começa a ser vendido a partir de dezembro. O acasalamento das matrizes termina este mês. São cerca de 400 jibóias que devem nascer no período do Natal.

Fornecedores

Os jardins zoológicos podem negociar animais excedentes. O dono da Bioterium busca autorização para obter filhotes de serpentes com dois zoológicos. Em troca, ele fornece material para abrigos de répteis. O Butantan não compra veneno nem vende serpentes.

O IBAMA da preferência a animais que sejam adquiridos em outros criadouros ou de zoológicos. No caso de serpentes peçonhentas, é autorizada a doação por parte de quem as encontra em sua propriedade, desde de que estas sejam registradas imediatamente.

. Exigências: Portaria do Ibama só permite que seja vendida a segunda geração das serpentes, ou seja, as netas das matrizes. O criador é obrigado também a emitir nota fiscal.Os jardins zoológicos também podem negociar animais excedentes. O animal legalizado só é vendido se tiver um microchip implantado na pele. No caso de uma fiscalização do Ibama, é feita a leitura do microchip, identificando o comerciante.

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Características

A jibóia é a serpente brasileira mais procurada. O filhote mede cerca de 50 centímetros e atinge até três metros de comprimento.

Consumidor

A criação doméstica de serpente atrai os jovens e fãs de animais exóticos.

O que se cria

Na Cobra Veiga são criadas cerca de 750 cobras de várias espécies (cascavel, jararaca, sucuri, jibóia, boipeva, salamanta e coral) em uma área preservada de 44 mil m2, em Aparecida de Goiânia, interior de Goiás.

Tipos de cobras

A cascavel é a cobra mais usada para a extração de veneno, seguida de jararaca, urutu e caninana.

Hábitos e instalações

Quando em cativeiro, as cobras são de difícil manejo por serem muito sensíveis e sujeitas a doenças. É por isso que elas devem ser criadas em grandes terrários abertos (ambientes cercados que reproduzem o habitat dos animais). O ideal é montar um sistema de aquecimento no solo embaixo dos abrigos artificiais (pequenas cavernas de pedras e raízes de árvores) com a finalidade de manter uma temperatura mínima de 20ºC no inverno, período de hibernação onde as cobras geralmente se escondem debaixo da terra.

Embora seja muito difícil reunir todas as condições necessárias para se criar e manter serpentes em cativeiro, são justamente elas que asseguram a confiabilidade do produto final (veneno ou soro). Os ofídios devem ser abrigados em locais aquecidos, a fim de evitar doenças. O dono da Cobra Veiga já sentiu isso na pele, quando perdeu quase 60% de suas serpentes devido a uma crise de pneumonia. Criar uma serpente no ambiente doméstico exige cuidados. “As pessoas esquecem que o filhote vai crescer e precisar de um espaço maior”, diz Giuseppe Puorto, diretor do museu do Instituto Butantan, em São Paulo.

Alimentação

De modo geral, a cada oito dias uma cobra adulta deve receber um ou dois camundongos, que devem ser criados no próprio local. Ou ainda, pelo menos uma vez por semana, ela deverá alimentar-se com um camundongo ou um pintinho.

Veterinários

Há uma carência de veterinários especializados em répteis.

Investimento e acompanhamento técnico

Segundo o biólogo Stefan Turzer, do Serpentário Instituto Eva, em Paulínia-SP, o custo da construção das instalações gira em torno de R$ 110 mil. Além dos investimentos com infra-estrutura, o criador deve contar com acompanhamento veterinário e pessoal técnico habilitado e treinado para identificação e manuseio de serpentes

Exportando

Veiga quer exportar carne de cobra para a China, onde é consumida como um prato tradicional. Diz que está acertando o primeiro embarque para o início de 2001. “Como tenho de mandar as peles para um fabricante de bolsas nos EUA, não vou jogar a carne no lixo, mas vender para os chineses.”

Subprodutos

A produção de veneno é outra fonte de renda do criador. Ele pretende, ainda este semestre, exportar 20 gramas de veneno para a Europa e os EUA. O veneno é hoje pesquisado como analgésico. Há estudos na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e no Instituto Butantan, segundo Veiga. “Ele chega a ser 15 vezes mais potente do que a morfina. A vantagem é não causar dependência química”.

Veneno

Diretor do Butantan, Puorto critica as reportagens que insistem em dizer que o grama do veneno vale mais que o do ouro. “Desde que isso saiu num programa de televisão, houve uma corrida às cobras. Isso é um mito. Não dá para ficar rico vendendo o veneno”, diz Puorto.

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. Aplicações. O veneno extraído das cobras pode ser utilizado para a produção de soro anti-ofídico ou veneno cristalizado. O soro anti-ofídico é utilizado no tratamento contra picada de serpentes venenosas enquanto o veneno cristalizado é utilizado pela indústria farmacêutica para a produção de medicamentos, como anticoagulantes, cicatrizantes e cola cirúrgica que são fabricados no exterior.

. Processo. O processo de produção do veneno cristalizado consiste na desidratação do veneno, que elimina cerca de 70% de água, concentrando os seus princípios ativos (enzimas). Os cristais de veneno são um pouco maiores do que um grão de açúcar cristalizado. Estes cristais são fotossensíveis, portanto toda a sua manipulação tem que ser feita no escuro, tornando o trabalho bastante complexo. Para a produção de um grama de cristais de veneno, são necessárias de 25 a 30 extrações, o que gera um estresse no animal. A cada vez que se faz a extração, o animal necessita de um período de 45 dias de descanso. Segundo o biólogo Stefan Tutzer do Serpentário Instituto Eva, que produz o veneno cristalizado para fins comercias e exporta para empresas como a Bayer e a Hoeschst na Alemanha e na Suíça,, o preço do grama pode chegar a US$ 250,00 no mercado externo.

. Aprendendo. Com relação ao processo de extração de veneno, sugerimos que o interessado entre em contato com o Instituto Butantan que promove cursos sobre o assunto e o Serpentário Instituto Eva que além de cursos, permite estágio.

Registro Especial

Para montar um criadouro o interessado deve:

ENVIAR ao IBAMA uma CARTA-CONSULTA, especificando seus objetivos, as espécies que pretende criar e o local do criadouro;

A PROPOSTA É AVALIADA, e, se aprovada, o interessado terá que elaborar um projeto mais abrangente, informando detalhes como a área que será usada e os objetivos gerais da criação;

APROVADA, o criadouro obtém o registro do IBAMA, que irá obrigá-lo a seguir normas que determinam o número máximo de animais, criação apenas de espécies autorizadas, além de registrar a sua procedência.

Cursoos

. Instituto Butantan

– Animais PeçonhentosObjetivo: instruir e aprimorar conhecimentos básicos para utilização imediata no trabalho, prevenção e como multiplicador de informações
Duração: 4 horas
O Butantan também realiza estágios do Programa de Aprimoramento Profissional e estágios voluntários. Para maiores informações entrar em contato com a Divisão de Recursos Humanos F. (011) 813-7222 ramal 2222.

. Soros & Vacinas

Objetivo: instruir e aprimorar conhecimentos básicos sobre produções de soros e vacinas: o papel curativo dos soros nos acidentes e o papel preventivo das vacinas nas campanhas de vacinação
Duração: 4 horas

. Serpentário Instituto Eva

Manejo e Biologia de Serpentes em Cativeiro
Objetivo: o curso engloba: biologia geral de serpentes, cuidados necessários na criação em cativeiro (doenças, higiene etc.), manejo e extração de veneno: riscos e acidentes, interesse cientifico e comercial de veneno, acidentes: prevenção e primeiros socorros, importância das serpentes no eco sistema e preservação das espécies.
Duração: 8 horas
O Instituto Eva permite estágios.

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Legislação Específica

A criação de animais silvestres, como as serpentes, é controlado com severidade por parte do governo devido a problemas de caça ilegal e contrabando. Segundo Lolita Bampi, chefe do Departamento de Vida Silvestre do IBAMA, os interessados em criar cobras com fins comerciais ou de pesquisa têm, obrigatoriamente, que solicitar um registro junto ao órgão. Desde 1997, a lei brasileira permite o comércio de serpentes não-peçonhentas e de outros répteis como animais de estimação. A venda de espécies venenosas é proibida no país. .
Lei n.º 5197 (03/01/1967) – versa sobre a proteção à fauna;

Lei n.º 7653 (1988) – versa sobre as penas de reclusão para violação da Lei de Proteção à Fauna.
Portaria n.º 132 (1988) – define o que é criadouro comercial, requisitos e demais informações necessárias à obtenção de registro e conseqüente autorização para o funcionamento.

Portaria n.º 332 (1990) – versa sobre a concessão de licença de coleta.

Portaria n.º 139 (1993) – versa sobre criadouros conservacionistas.

Portaria n.º 016 (1994) – versa sobre os criadouros científicos.

Portaria n.º 108 (1994) – versa sobre a manutenção de animais da fauna exótica.

Portaria n.º 117 (15/10/1997) – versa sobre a normalizar a comercialização de animais vivos, abatidos, partes e produtos da fauna silvestre brasileira provenientes de criadouros com finalidade econômica e industrial e jardins zoológicos

Portaria n.º 118-(15/10/1997) – versa sobre a normalização de criadouros de animais da fauna silvestre brasileira.
Todo essa legislação pode ser obtida junto ao IBAMA que possui superintendências estaduais em todo o território brasileiro, com pessoal especializado para orientar a população no procedimento com animais silvestres.

Entidades

IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis: http://www.ibama.gov.br

Instituto Butantan: http://www.spguia.com.br/butantan/index.html

Referências:

SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

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4 Comments

  1. diego

    junho 23, 2016 at 7:59 pm

    cainana não é venenosa.

  2. Eliane Marques

    janeiro 27, 2016 at 3:41 pm

    Oi quero saber como me informou se na minha região da pra criar cobras eu moro em Faxinal dos Guedes em santa catarina me interesso em criar cobras para venda do veneno

  3. Marcos antonio

    setembro 15, 2015 at 1:26 pm

    Gostaria de saber com criar cobras e como conseguir as cobras e valor unitário

  4. Rodrigo Constantino Miguel

    março 30, 2015 at 8:20 pm

    Como inicio uma criação , licença perante ibama , tem site específico ?

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