Ideias de Negócios

Como plantar Morango gastando pouco

 

 

 

By  | 11/12/2017

Como plantar morango gastando pouco e sem sem cometer erros, ganhe muito dinheiro cultivando morango. Aprenda tudo: investimento, localização, equipamentos, fornecedores, mercado, concorrência, riscos, legislação, mão de obra especializada, captação de cliente, financiamento, atendimento e muito mais…

Cultivo de morango

O cultivo de morangos, atualmente, no Brasil é uma atividade agrícola especializada, que exige dedicação, conhecimentos técnicos de alto nível e utilização de métodos modernos de manejo da cultura (pontos que combinados e conduzidos em bases racionais, proporcionam rendimentos compensadores). Não foi sempre assim. Esta atividade expandiu-se principalmente a partir da década de 1960, quando o Instituto Agrônomo de Campinas (IAC) introduziu cultivares, mais produtivos de excelente qualidade, como o Campinas IAC-2712.

Cenário

A comercialização é feita ao natural, congelada (frutos inteiros ou polpa) e polpa desidratada. No Brasil, São Paulo lidera a produção de morangos. Cerca de 70% da produção é comercializada in natura e o restante para industrialização.

Quase toda a produção paulista é feita nas regiões de Atibaia, Jundiaí e Piedade. Preço mais elevados ocorrem até julho, antes do pico de produção que ocorre em agosto e setembro.

Principais produtores

Os principais produtores são Rio Grande do Sul ( produção voltada para a indústria de processamento), Minas Gerais, Paraná e especialmente São Paulo, onde concentram-se os maiores municípios produtores, voltada em sua maior parte para atender ao mercado de frutos in natura.

Dicas para iniciar

Mudas

Para produtores iniciantes, o melhor é começar com mudas compradas (normalmente no mês de fevereiro e transplantadas durante o mês de março para canteiros definitivos) até aprender os inúmeros segredos de manejo da cultura.

Optando pela produção de mudas, sabe-se que uma matriz produz, em média, 200 mudinhas, e que o ideal é plantar a matriz entre os meses de agosto e setembro, ficando as mudas prontas para serem separadas em torrões, selecionadas e lavadas a partir do mês de fevereiro, sendo transplantadas no mês seguinte para o canteiro definitivo.

Nesta seqüência, em 60 dias os primeiros frutos poderão ser colhidos. Mas são inúmeros os cuidados a serem observados, dentre eles o de que a planta é muito sensível a doenças e que se as mudas forem preparadas muito próximas às frutas que estão prontas para serem colhidas, existe o risco de contaminação.

Clima e solo

Fern, Selva e Tristar são cultivares insensíveis ao fotoperiodo; F. vesca é de dias longos; os demais mencionados são de dias curtos. Temperatura acima de 30º C inibe a floração e estimula a produção de estolhos.

A geada danifica flores e frutos, especialmente os imaturos não protegidos pelas folhas. O desenvolvimento vegetativo ocorre a partir de 9º C. O morangueiro desenvolve-se melhor em solos de textura média, sem excesso de umidade e de matéria orgânica.

Fotoperíodo e temperatura

A interação entre fotoperíodo e temperatura, influencia grandemente a produção e a qualidade do fruto do morangueiro. Às variações no fruto, decorrentes das inúmeras combinações entre fotoperíodo (“comprimento do dia”) e temperatura, denomina-se adaptação regional ou ambiental.

Enfim, temperatura e “comprimento do dia” afetam substancialmente as qualidades comerciais do fruto: regiões mais quentes produzem morangos mais ácidos e menos saborosos; regiões de clima temperado (com dias ensolarados e noites mais frias) produzem frutos com melhor sabor, mais adocicados, firmes e com um aroma agradável; por sua vez, dias curtos estimulam a produção de frutos e dias longos favorecem a fase vegetativa da planta, isso quer dizer: estimulam a formação de estolhos.

Época de plantio

O morangueiro é plantado desde o sul de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul. Em regiões quentes, como o Cerrado, o morango também pode ser cultivado, porém os agricultores devem armazenar as mudas a 4ºC, por cerca de 15-20 dias, para, posteriormente, plantá-las nos canteiros definitivos.

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Para exibir todo o seu potencial produtivo, o morangueiro necessita de dias curtos e temperaturas amenas ou baixas. Essas condições estimulam o florescimento e, consequentemente, a produção dos frutos. Por outro lado, sob condições de dias longos e temperaturas elevadas, o crescimento vegetativo é estimulado.

O conhecimento desses aspectos é útil para definir a época de plantio e/ou a época para a produção de mudas. Dessa maneira, o plantio do morangueiro para a produção de frutos deve ser feito de fevereiro a maio, enquanto que para a produção de mudas a época preferencial é de setembro a outubro.

Espaçamento e mudas necessárias

a) produção de mudas: entre 1,5 a 3,5 m2 por matriz, obtendo-se de 75 a 150 mudas por metro quadrado para a maioria dos cultivares;

b) produção de frutos: 30 X 30 a 35 cm, sendo as plantas dispostas em quadrado ou quincôncio, em canteiros com 2 a 4 fileiras, em função do porte do cultivar e da umidade do ar no local. São utilizadas de 65 a 80 mil mudas por hectare, de acordo com o espaçamento e a área de carreadores utilizados.

Técnicas de plantio

Canteiros com 20 a 50 cm de altura, em função da textura do solo (maior para os pesados), e geralmente 1,2 m de largura, para 4 fileiras de plantas. As mudas são normalmente comercializadas de raiz nua e plantadas diretamente nos canteiros de produção de frutos.

O enviveiramento em canteiros durante 30 dias, ou o estabelecimento em recipientes, diminui a morte de mudas no transplante e propicia colheitas mais precoces. O plantio é manual.

Produção de mudas

  • Deve constituir atividade distinta da produção de frutos, envolvendo a produção de matrizes em telado (melhor com cobertura de filme plástico) e a multiplicação das matrizes em campo.
  • Propagar em telado apenas clones livres de vírus.
  • Adotar sistema de propagação em bandejas ou outros recipientes, sem contato direto com o solo, usando substrato ou composto desinfestado quimicamente ou por calor.
  • Manter rigoroso controle fitossanitário e tomar medidas para evitar mistura de cultivares.
  • Fazer a multiplicação de campo em terrenos de meia encosta, afastados pelo menos 300 m de outros lotes de morangueiro.
  • Usar glebas em pousio, ou cultivadas com leguminosas ou gramíneas, por 2 anos ou mais.

Viveiristas especializados, registrados e fiscalizados pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento, vêm produzindo a maior parte das mudas consumidas em São Paulo, contudo, muitos produtores de frutos produzem as mudas que usam.

O Instituto Agronômico vem fornecendo matrizes básicas de morangueiro livres de vírus desde 1968. Cooperativas e empresas privadas, algumas utilizando micropropagação in vitro, vêm produzindo matrizes.

Colheita

o início depende do clima da região, variando de abril (Piedade, culturas de “soqueira” ou “tiguera”), maio (Atibaia/Jundiaí) a junho (regiões de clima mais quente), podendo estender-se até dezembro, com pico em agosto e setembro. É feita manualmente, no ponto de colheita “maduro” para fins industriais e de “1/2 a 3/ 4 maduro”, para comercialização in natura. São necessárias seis pessoas fixas por hectare e mais seis no pico de colheita.

Comercialização

Em caixetas (cumbucas) de madeira, de papelão ou de poliestireno expandido (isopor), com capacidade entre 250 e 800 g. Os frutos geralmente são dispostos em fileiras em uma ou duas camadas.

Para mercado mais nobre já se utiliza caixa plástica transparente e com tampa. A classificação é por tamanho, sendo “extra” acima de 14 g e “de primeira” de 6 a 14g. Para uso industrial a fruta é embalada solta, em caixas de madeira com 5 Kg.

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A conservação do fruto é favorecida em atmosfera com 20% de gás carbônico (CO2); a cobertura da embalagem com filme plástico retarda a deterioração por reter CO2 produzido pelos frutos.

Tratos culturais

. Irrigação. O morangueiro exige grande disponibilidade hídrica para atingir altas produções. As irrigações devem, inicialmente, ser diárias até 30-40 dias após o plantio, e depois, a cada duas vezes por semana. Podem ser realizadas por aspersão ou gotejamento. Devem-se evitar irrigações excessivas que podem facilitar a incidência de doenças na lavoura.

. Cobertura do solo (mulching). A cultura do morangueiro exige a cobertura do solo para evitar o contato dos frutos com o mesmo, e dessa maneira a proliferação de fungos causadores de podridões. Além disso, a cobertura do solo propicia um bom controle de ervas invasoras, a manutenção da umidade e evita a morte das raízes superficiais.

Em trabalho realizado com o cultivar Chandler foi comprovado um aumento em termos de produção na ordem de 50 a 60% em relação ao cultivar sem cobertura, quando se utilizou cobertura do solo com diversos tipos de plásticos. Aliás, diversos materiais têm sido pesquisados e utilizados para este fim, desde produtos naturais até os sintéticos; atualmente o mais usado e que na realidade parece ser o melhor é o polietileno preto.

Porém, outros materiais utilizados, como fita de madeira picada, casca de arroz, palha de cereais, bagaço de cana picada, capim sem semente, acículas de pinus, serragem e outros. A cobertura do solo deve ser feita logo após o plantio das mudas.

Cultivares

. Dover – origem: Univ. Florida, EUA, 1979. Produtividade alta, fruto firme de boa conservação pós-colheita. Adequado para mercados distantes das áreas de produção. Apresenta tolerância a fungos de solo. Tornou-se nos últimos anos a cultivar mais plantada no Brasil.
. Campinas (IAC-2712) – origem: IAC, Campinas, Brasil, 1960. Cultivar para mesa, boa produtividade, fruto doce. Apresenta pouca exigência em frio, sendo por isso especialmente indicada para plantios visando colheita precoce.
. AGF 80 – origem: Agroflora, Brasil. Cultivar com características semelhantes à Campinas.
. Oso grande – origem: Univ. California, EUA, 1987. Cultivar para mesa, fruto grande, firme e doce. Grande aceitação no mercado. Sensível a fungos de solo.
. Camarosa – origem: Univ. California, EUA, 1992. Cultivar para mesa, precoce, fruto grande, firme e de bom sabor, coloração interna vermelho intenso. Resistente ao transporte.
. Sweet charlie – origem: Univ. Florida, EUA, 1997. Cultivar para mesa, precoce, fruto firme e doce. Alta produtividade.
. Tudla (milsei) – origem: Tudela, Espanha, 1992. Cultivar para mesa, fruto grande e firme, coloração vermelho brilhante. Sensível a fungos de solo.
. Seascape – origem: Univ. California, EUA, 1991. Cultivar de dia neutro. Fruto grande e firme, coloração vermelha externa e interna. Sensível a fungos de solo. Mais indicada para regiões serranas do sul do Brasil, para cultivo de verão.
. Toyonoka – origem: Japão, 1975. Fruto de excelente aroma e sabor, produtividade média. Normalmente consegue preço diferenciado no mercado.
. Guarani (IAC-5074) – origem: IAC, Campinas, Brasil, 1979. Fruto cônico, sabor ácido, coloração vermelha externa e interna. Boa produtividade. Mais indicada para industrialização.
. Pelican  – origem: Depto. de Agric. dos EUA, Louisiana, 1996. Planta vigorosa, fruto atrativo, simétrico, grande, firme, de boa coloração. Possui sabor e aroma acentuados.

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Doenças

O morangueiro é atacado por uma série de doenças que podem ser agrupadas, de maneira didática, em diferentes grupos, de acordo com o agente causal: doenças causadas por fungos, por bactérias, por vírus e por nematóides.

. Fungos. Nesse grupo estão as doenças fúngicas, cujas principais são: Antracnose, manchas foliares, murchas e podridões dos frutos. Como medidas para o controle recomenda-se o uso da cobertura do canteiro com filme de polietileno, a colheita nos períodos mais secos do dia, o transporte e o armazenamento em baixas temperaturas, e o uso de fungicidas específicos.

. Bactérias. Nesse grupo ocorre uma doença conhecida por mancha-angular, causada pela bactéria Xanthomonas fragariae. Essa doença foi um problema potencial na segunda metade da década de setenta, sendo controlada através de um rigoroso programa de erradicação das mudas e plantas contaminadas. Atualmente é uma doença sob controle.

. Vírus. No morangueiro ocorrem diferentes tipos de viroses: mosqueado, que é o tipo mais comum, clorose marginal, encrespamento e faixa das nervuras. O controle para viroses deve ser feito através: de mudas sadias; da eliminação de plantas doentes; do controle dos insetos vetores (pulgões); da utilização de matrizes testadas e isentas de viroses.

. Nematóides. Como nematóides parasitas do morangueiro, podemos encontrar: Aphelenchoides besseyi, parasita da parte aérea; Meloidogyne hapla, parasita das raízes e Pratylenchus vulnus, parasita das raízes. Como conseqüência do ataque de nematóides ocorre uma maior dificuldade para a planta absorver água e nutrientes, o que leva ao aparecimento dos sintomas: murchamento; amarelecimento; subdesenvolvimento e redução da produção. Para controlar os nematóides recomenda-se: uso de mudas sadias; arrancar e destruir plantas contaminadas; evitar plantio em áreas já contaminadas; rotação de culturas; revolvimento do solo em períodos quentes do dia.

Sites

EMBRAPA: http://www.cnpmf.embrapa.br/

Referências:

SebraeIBGEDIEESEIPTInstituto DatafolhaInstituto IBOPEWikipédia, Jornal EstadãoJornal Folha de S.PauloJornal O Globo, Revista Exame, Revista Veja, MAPA, MCTI, MDA, MDIC, MMA, MME, MTE.

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1 Comment

  1. Marcos

    julho 29, 2015 at 11:33 pm

    Não é um comentário, mas sim uma pergunta!!!
    Quero iniciar o cultivo de morangos suspenso do solo, o que fazer? Consigo financiamento para fazer os viveiros e iniciar a produção? Onde? Não trabalho na agricultura, mas já trabalhei na lavoura de café á muito tempo a traz,O governo ajuda para dar o ponta pé inicial?

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